Erros ao buscar um psicólogo que "tem a solução" para seus problemas
Buscar um psicólogo com base em identidade, religião ou experiências semelhantes pode parecer lógico, mas nem sempre leva a um bom processo terapêutico. Entenda os erros mais comuns ao procurar um psicólogo que aparenta ter todas as respostas.
Erros ao buscar um psicólogo costumam acontecer quando a escolha é guiada pela expectativa de que o profissional já tenha a solução para os problemas do paciente. Frases como "sou cristão e preciso de um psicólogo cristão" ou "sou negro e quero um psicólogo negro porque ele vai entender exatamente o que eu sinto" são mais comuns do que parecem. Embora essas escolhas façam sentido emocionalmente, elas podem gerar frustrações no processo terapêutico.
A terapia não funciona como um espelhamento automático de vivências. Ter características em comum com o paciente não garante compreensão profunda, nem conduz necessariamente a um acompanhamento eficaz. Entender isso é essencial para evitar erros que prejudicam a experiência terapêutica.
O erro de acreditar que alguém "igual a você" terá as respostas
Um dos principais erros ao buscar um psicólogo é acreditar que compartilhar religião, cor da pele, gênero ou orientação sexual significa compreender automaticamente a dor do outro. Pessoas com histórias semelhantes podem reagir de formas completamente diferentes às mesmas situações.
A função do psicólogo não é validar tudo com base na própria experiência, mas ajudar o paciente a compreender seus sentimentos, pensamentos e comportamentos a partir da própria vivência. Quando a escolha é feita esperando identificação total, o risco é transformar a terapia em confirmação de crenças, e não em espaço de reflexão.
"Ele vai entender porque viveu o mesmo" é uma armadilha comum
É natural querer se sentir compreendido. No entanto, a escuta terapêutica não depende de o psicólogo ter passado pelas mesmas situações. Ela depende de formação técnica, ética profissional e capacidade de escutar sem julgamento.
Quando o paciente busca alguém que "já viveu o que eu vivi", pode acabar limitando o processo. Em vez de ampliar perspectivas, a terapia passa a reforçar narrativas prontas, dificultando questionamentos e mudanças.
Psicólogo não é conselheiro nem representante de um grupo
Outro erro frequente é esperar que o psicólogo atue como conselheiro religioso, porta voz de uma causa ou defensor de uma identidade específica. O papel do psicólogo não é dizer o que é certo ou errado segundo uma crença, mas ajudar o paciente a compreender como aquela crença influencia sua vida emocional.
Isso não significa que religião, cultura ou identidade não possam ser abordadas na terapia. Pelo contrário, esses temas são legítimos e importantes. A diferença é que eles entram como elementos da história do paciente, não como guias absolutos da condução terapêutica.
O que realmente importa ao escolher um psicólogo?
De forma resumida: o que importa não é se o psicólogo é parecido com você, mas se ele é capaz de conduzir um processo terapêutico sério, ético e alinhado às suas necessidades emocionais.
Alguns pontos mais relevantes do que identidade ou vivência pessoal do profissional são:
- Formação e registro profissional
- Abordagem psicológica utilizada
- Experiência clínica
- Capacidade de escuta e vínculo terapêutico
- Clareza na condução do processo
Esses fatores influenciam diretamente na qualidade da terapia e nos resultados ao longo do tempo.
Quando a busca por identificação atrapalha a terapia
Buscar um psicólogo esperando concordância total pode gerar frustração quando surgem questionamentos. E questionar faz parte da terapia. O desconforto, quando bem conduzido, é muitas vezes sinal de crescimento emocional.
Se o profissional evita confrontar pensamentos ou comportamentos apenas para manter identificação, o processo perde profundidade. A terapia deixa de ser transformadora e passa a ser apenas um espaço de validação.
Como funciona a terapia quando a escolha é bem feita?
Quando o psicólogo é escolhido com base em critérios técnicos e vínculo terapêutico, o paciente encontra um espaço seguro para falar, refletir e se desenvolver. A compreensão não vem da semelhança de vivências, mas da escuta qualificada e da capacidade de ajudar o paciente a entender a si mesmo.
Isso permite mudanças reais, maior autonomia emocional e decisões mais conscientes, independentemente de religião, identidade ou contexto social.
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